Dia Nacional de Combate ao Abuso e Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes é lembrado com palestra PDF Imprimir E-mail
Qui, 18 de Maio de 2017 15:50

IMG 1981Foi realizada, nesta quinta-feira (18), uma palestra com foco na reflexão e conscientização sobre o “Dia Nacional de Combate ao Abuso e Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes”.


O evento aconteceu no auditório do Centro Cultural Aldariza de Freitas Machado (Vila Olímpica).O Centro de Referência Especializado de Assistência Social (CREAS), por meio da Secretaria de Desenvolvimento Social, reuniu representantes do poder Judiciário, Legislativo, Ministério Público, Polícia Civil e Militar, Corpo de Bombeiros, Conselho Tutelar e outros órgãos ligados às medidas de proteção à criança e ao adolescente.


Além do debate sobre a prevenção ao abuso e exploração sexual, o evento teve como função divulgar as ferramentas e os órgãos que estão ligados ao combate do problema no município. “Compartilhamos experiências e apresentamos alguns dados impressionantes sobre esse grave problema. O intuito foi de chocar, em um primeiro momento, mas também destacar uma rede de profissionais prontos a auxiliar as vítimas e punir os culpados”, disse a Secretária de Desenvolvimento Social, Paula Picchioni.


O juiz de Direito da 2ª Vara da Infância e Juventude da comarca de Iturama, Roberto Bertoldo Garcia, também participou do evento. O magistrado discorreu sobre alguns casos em que atuou e frisou que a principal ferramenta de combate ao abuso e exploração sexual de crianças e adolescentes é a denúncia. “Segundo os dados, apenas 10% dos casos chegam ao conhecimento do público e das autoridades competentes. É preciso incentivar as denúncias. Essa é nosso principal trunfo quanto a esse problema”, afirmou.


Sobre a data


O Dia “18 de Maio” é uma conquista que demarca a luta pelos Direitos Humanos de Crianças e Adolescentes no Brasil. A data é lembrada oficialmente através da Lei 9.970 de 2000, que instituiu o Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual Infanto-juvenil. Esse dia foi escolhido porque em 18 de maio de 1973, na cidade de Vitória (ES), um crime bárbaro chocou todo o país e ficou conhecido como o “Caso Araceli”. Uma menina de oito anos de idade, que teve seus direitos humanos violados. Foi raptada, espancada, estuprada e morta por jovens de classe média alta daquela cidade. O corpo foi encontrado desfigurado por ácido, e o crime, apesar de sua natureza hedionda e da cobertura da mídia com o especial empenho de alguns jornalistas, até hoje está impune, pois ao contrário do que se esperava, a família da menina silenciou diante do crime, e sua mãe foi acusada de fornecer drogas ilícitas para pessoas influentes da região, inclusive para os próprios assassinos.

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